Eu lembro de quem já fui, tenho uma vaga ideia de quem sou e uma certeza - quase - inabalável sobre quem eu quero ser. E no meio desse percusso confuso, tortuoso e estranho de tentar me tornar algo que creio ainda estar longe de ser, escrever tem sido o meu refúgio. Um ato de alívio, um modo de expulsar a dor desse trajeto penoso (embora também prazeroso) que é se reconstruir.